27.4.22

Todo santo dia era São Bento. O sol podia estar “de rachar”, eu estava lá, pra variar. Magrela azul, quicando nas pedras do caminho, esquina após esquina, ultrapassando a linha. Na frente da casa de um, dentro da casa de outro, cada um no seu quadrinho. Horas a fio, em dupla ou em trio, a gente falava de cinema a balada, do pop ao rock, admirando os trotes das meninas apressadas. Quando não dava mais para segurar o relógio, cada um pro seu lado de acordo com o enfado. Só um intervalo para no outro dia, machucar de novo as pedras frias e ao sabor do vento voar sobre o tempo na Rua São Bento.

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