Há uma corrente de pensamento bastante ampla que defende a máxima de que "religião, política e futebol não se discutem". Seus adeptos, na verdade, costumam ser pegos fazendo o oposto, usando do referido argumento para repelir qualquer ameaça às suas considerações.
Onde chegaríamos se não discutíssesmos abertamente questões polêmicas? Que progresso teríamos se evitássemos debates difíceis apenas por termos opiniões diferentes, preguiça ou preconceito? Como evoluiriam as ciências, como se fariam descobertas, como aconteceriam entendimentos? Falo de civilização, de se falar com bom trato, educação e polidez, utilizando a empatia, sabendo a hora de falar e de ouvir, enfim, como pessoas realmente interessadas em aprender e buscar a verdade.
Ah, a verdade... Parece um bem inalcançável, né? Uma utopia (nossa, uma mentira?). Será? Se crermos, por exemplo, que todas as coisas começaram em Um (em Deus), passam por Um e terminam em Um, então subentende-se que exista uma verdade: a d'Ele. Isso se você, que lê este post, acreditar que Deus exista.
Partindo do princípio de que existe Deus e existe verdade, então talvez nós é que não queiramos buscar essa verdade, para não desagradar alguns (lembrando que não se trata de imposição, pois nem Jesus, que afirmou ser o Caminho, a Verdade e a Vida não se impôs para que cressem n'Ele). Às vezes fugimos, relativisando tudo, pondo Deus à nossa mercê, transformando-O num Deus de conveniência, moldado a nossa imagem e semelhança.
Do "indiscutível" futebol fazemos torcida, nos colocamos de um lado e o defendemos; e da política, tomamos partido e no seu representante votamos. Em se tratando de Deus, um conceito mais universal, preferimos pulverizar.
Questões de fé se respeitam, mas também se conversam, se difundem, se investiga e se encontra resposta. Nenhum de nós deve julgar ter a última palavra em matéria da Divindade, mas é mister perguntar os por quês para que, enfim, a última Palavra seja d'Ele.